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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Orinoco flow - Orquestra Sinfônica de Viena



Esta é a última edição da primeira temporada do Baú do Maestro. Ficaremos um tempo fora do ar, esperando voltar em breve.
E, como estamos na semana do ouvinte, e como nosso programa mais comentado foi o da releitura de uma peça chamada clássica em um formato chamado popular, hoje mostrarei para vocês uma música que faz uma releitura inversa: é uma composição considerada popular, tocada de forma erudita.
Trata-se da música Orinoco flow, da irlandesa Enya em parceria com Roma Ryan, com um arranjo original da Orquestra Sinfônica de Viena, na Áustria. Vejam como os instrumentos da orquestra soam tocando os acordes e o ritmo da new-age Enya. E ainda há participação de um coral.

Para saber mais sobre a Orquestra Sinfônica de Viena, clique aqui.
Sobre a Enya, aqui está o site oficial, em inglês, e informações em português aqui.

(Transmitido pela Rádio Nacional da Amazônia, como quadro do programa Mosaico, apresentado por Morillo Carvalho)

Ouça:
Baú do Maestro 8 by flafon

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Junho (Barcarola) - Altamiro Carrilho



Como estamos no mês de junho, é interessante notar a quantidade de músicas feitas em homenagem a este mês. No Brasil, é claro, há muitas músicas relacionadas às festas juninas, que, embora tenham tido origem em outros países, são muito populares por aqui.
Mas em todo o mundo encontramos manifestações culturais em torno do sexto mês do ano. Na Rússia, por exemplo, o compositor Pyotr Ilyich Tchaikovsky criou uma série de peças curtas para piano, uma para cada mês, e a que foi dedicada a junho, com o subtítulo Barcarola, tornou-se uma das mais conhecidas da coleção. Tchaikovsky viveu no século XIX, e ficou famoso por suas sinfonias, óperas e músicas para balés, como O Lago dos Cisnes, entre outras obras.
Vários músicos de todo o planeta já fizeram versões interessantes para a sua peça Junho. A que vamos escutar agora é bem brasileira: um dos melhores flautistas do país, Altamiro Carrilho, a gravou em ritmo de chorinho! Está no disco Clássicos em Choro, Vol. 1. Ele manteve toda a melodia e harmonia do original, adicionou uma instrumentação típica do nosso estilo, com cavaquinho, violão de sete cordas e pandeiro, e deu um andamento mais alegre à música.
Para saber mais sobre Tchaikovsky, clique aqui (em inglês).
E para saber mais sobre esta composição, clique aqui (em inglês).

(Transmitido pela Rádio Nacional da Amazônia, como quadro do programa Mosaico, apresentado por Morillo Carvalho)

Ouça:
Baú do Maestro 5 by flafon

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Boi-bumbá - Jane Duboc & Sebastião Tapajós



Faz tempo que se fala na separação entre música erudita, ou clássica, e música popular. Na verdade, esta separação é fruto de preconceito, de ambos os lados, pois tudo é música, são usados os mesmos elementos, todas precisam de conhecimentos específicos, e tudo vale a pena ser ouvido.
Além disso, os termos são equivocados. Clássico, a rigor, significa algo do período do classicismo, o que deixaria de fora o barroco, o romantismo e tantas outras fases da história da música. Erudito é quem tem erudição, sabedoria, como se quem faz música popular não precisasse de conhecimento.
Hoje é muito comum ouvir uma composição chamada de erudita sendo tocada por um grupo chamado de popular, em releituras e arranjos que absorvem influências contemporâneas, e também o contrário: uma música considerada popular sendo tocada por uma orquestra ou outro grupo chamado de clássico.
E há vários compositores que não dá para classificar numa ou noutra categoria. Por exemplo, George Gershwin, Andrew Lloyd Weber, e no Brasil Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Egberto Gismonti... e, claro, o paraense Waldemar Henrique.
E como estamos na semana das cantoras da Amazônia, vamos ouvir agora uma composição de Waldemar Henrique, na voz de Jane Duboc, também paraense, que é uma das melhores técnicas vocais do Brasil. Ela está acompanhada por outro grande artista da Amazônia, o violonista Sebastião Tapajós. A música se chama Boi-Bumbá. Observe como ela não parece um bumba boi tradicional, devido ao tratamento erudito que recebeu na composição, e, ao mesmo tempo, como não parece uma canção lírica, pelo jeito como Jane e Sebastião gravaram.
Leia aqui uma entrevista interessantíssima com o maestro Waldemar Henrique.
Saiba aqui mais sobre Jane Duboc.
E aqui sobre Sebastião Tapajós.

(Transmitido pela Rádio Nacional da Amazônia, como quadro do programa Mosaico, apresentado por Juliana Maia)

Ouça:
Baú do Maestro 2 by flafon